Mostrando postagens com marcador textos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador textos. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Ela disse sem se acomodar.
Ela colocou a mão no meu cabelo e disse: Amor, isso não vai passar. Eu olhei assustado, de fato não sabia o que falar. O que a gente diz depois de transar? O que a gente não diz? Eu a tinha nos meus braços e ela tremia e nem ao menos eu sabia se devia continuar. Ela me disse que a vida é um tanto complicada e que a estrada, ela simplesmente não sabia onde ia dar. Achei estranho o fato de olhar e rir sempre de lado, de não puxar assunto e ser um tanto quanto indelicada. Mas é o que dizem, a destreza está em ver o o que você não quer enxergar. Ela sussurra ao pé do ouvido, acho que não vai aguentar. O peso e o tamanho do abrigo ao qual ela tem que voltar. Mas eu disse, com os olhos turvos e bêbados, mas disse, eu preferiria ficar. Ela me disse: vai, a sua mãe vai reparar. E então se eu me lembro bem havia um feixe de luz a me iluminar. Vencido, sem roupa e sem abrigo, tentando encontrar as partes perdidas que joguei pra lá. Cada peça de roupa no chão era um dia diferente que eu tive que superar. Cada beijo trocado foi um momento guardado sem ter porque nem pra quem lembrar. Mas ela disse, isso vai passar. Ou não disse, não consegui decifrar o silêncio enquanto mudávamos de lugar. Eu disse que ela sabia onde me encontrar, na poesia que deixei debaixo da cama porque no peito não tinha lugar. Eu sei eu sei, o momento a gente tem que guardar, mas eu disse: menina, a um tempo atrás eu nem pensava em ti e mal podia sequer lembrar do beijo roubado no frio de julho passado. Ela continuou a me dizer no vácuo de algumas palavras barganhadas que eu a impus a trocar. Ah, nobre, doce e juvenil, pobre lembrança pueril do tempo que não vai voltar. Eu disse, na vida o caminho é trilhado, é tudo bem demarcado, mas a hora é o lugar. E a hora é agora e eu te chamei pra namorar. Pelo menos na minha cabeça foi assim. E ai eu percebi que aquele lugar não era a hora e que eu tinha que me calar. Sabe quando o momento é intenso? A flor da pele está a emoção e eu tinha que de algum jeito te tocar. E eu senti na pele e na espinha cada músculo mudando de lugar. Deita aqui, ela disse. Deita aqui do lado. O meu lado preferido da cama onde eu podia te abraçar. E então seu braço trocava de lugar, no frio que tava eu esquentava a mão sem saber no que aquilo ia dar. E deu, e dei e continua a dar. E eu disse vai, vai que o mundo é complicado e você tem todo um significado pra atribuir ao fato de eu tê-la beijado. Vai que o que você quer eu tenho certeza que irá conseguir. Vai que o mundo não espera que você se erga pra tentar te derrubar. Vai porque se não ao final do dia você pode se acomodar. Assim como eu me acomodei a você.
sábado, 20 de outubro de 2012
Era uma vez
Eu não tenho nada para provar, você entende isso?
Foi muito tempo presa no mesmo pensamento e no anseio de estar do lado de lá. Foi muito tempo estagnada em olhos que não eram os seus, em abraços que não eram os seus, em lábios que não lhe pertecem. Foi muito tempo fazendo a coisa errada, tomando a atitude imbecil, perdendo tempo e sentimento. Foi muito tempo me importando com a pessoa errada, com a ideia equivocada de que um você não iria aparecer. Você consegue entender que eu não consigo mais ser assim?
Causadas por uma lesão física. Há quem diga que final de relacionamento machuca tanto quanto lesões físicas. Que terminar um relacionamento equivale a tomar uma surra, literalmente. (Reportagem: Super Interessante http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/levar-pe-na-bunda-doi-levar-surra/?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_super)
Eu preciso que você me entenda, que é difícil confiar, que é difícil me doar, e é insuportável a ideia de lhe perder. E ao mesmo tempo é insustentável uma mudança no meio do caminho. Tudo que eu mais quero quando estou com você é de fato estar com você e tudo que eu quero quando não estou é me encontrar, leve para o ladoegocêntrico positivo.
Foi muito tempo presa no mesmo pensamento e no anseio de estar do lado de lá. Foi muito tempo estagnada em olhos que não eram os seus, em abraços que não eram os seus, em lábios que não lhe pertecem. Foi muito tempo fazendo a coisa errada, tomando a atitude imbecil, perdendo tempo e sentimento. Foi muito tempo me importando com a pessoa errada, com a ideia equivocada de que um você não iria aparecer. Você consegue entender que eu não consigo mais ser assim?
"Trauma: s.m. Fig. Desagradável experiência emocional de tal intensidade, que deixa uma marca duradoura na mente do indivíduo. Os psiquiatras acreditam que as experiências traumáticas ocorridas na infância levam, às vezes, à manifestação de sintomas neuróticos posteriores. Experiências emocionais ocorrem na infância de qualquer pessoa e, certamente, produzem efeitos na personalidade adulta. O estudo desses traumas ocorridos na infância desempenha importante papel no tratamento psiquiátrico que se dispensa às pessoas emocionalmente doentes.Med. Perturbações causadas por uma lesão física."
Causadas por uma lesão física. Há quem diga que final de relacionamento machuca tanto quanto lesões físicas. Que terminar um relacionamento equivale a tomar uma surra, literalmente. (Reportagem: Super Interessante http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/levar-pe-na-bunda-doi-levar-surra/?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_super)
Eu preciso que você me entenda, que é difícil confiar, que é difícil me doar, e é insuportável a ideia de lhe perder. E ao mesmo tempo é insustentável uma mudança no meio do caminho. Tudo que eu mais quero quando estou com você é de fato estar com você e tudo que eu quero quando não estou é me encontrar, leve para o lado
"Come on skinny love, just last the year".
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Shait
Eu não tenho motivos pra reclamar, mas mesmo assim o faço. Eu não tenho motivos pra lembrar dela, mas mesmo assim o faço. Tá tudo bem entende? E eu não sei lidar com isso. Sempre foi bagunçado, sempre quando algo estava bem tinha alguma coisa estragada. Eu não sei conviver com felicidade o tempo inteiro, eu simplesmente não consigo. Me irrita ser feliz o tempo inteiro, e isso não significa que eu queira sair pulando de janelas por ai. Eu consigo viver com o mais o menos. Entende agora que eu nunca fui melhor do que você? Entende agora que eu sou um pedaço de nada? Eu nunca movi uma palha pra tentar ser melhor do que você, e ao contrário disso, eu sempre me senti uma pedaço de nada perto de você. Você com sua beleza simétrica e olhos oblíquos, com sua delicadeza, maestria, boa vontade e educação. Entende agora o pedaço de nada que eu sou perto de você? Entende agora que todo mundo sempre gosta mais de você do que de mim? A única diferença é que eu não demonstro isso, eu supero. Porque eu acabei aprendendo entre umas e outras que vai ter sempre alguém melhor do que você pelo simples fato de você cogitar ser pior do que alguém. It's funny! A gente nunca consegue conviver com o melhor, tem sempre que estragar alguma coisa, eu mesma estou sempre quebrando algumas garrafas no lugar errado. Até agora estão inteiras, mas até quando? Até quando vou ter que suportar essa mediocridade de conceito infeliz feliz? Ter alguém não significa ter uma vida melhor, as vezes piora cem vezes mais. Ser feliz implica em muitas coisas, ser feliz o tempo inteiro não faz sentido. Mas eu tô bem, eu to tranquila.
sábado, 1 de setembro de 2012
Primitivo
Mexeu, doeu de um jeito diferente, mas eu ja conhecia, eu já sabia, a gente já prevê as consequencias e diz que não vai acontecer de novo, mas claro que acontece. Sabe a hannunvaakuna? Pois é. O problema deve ser achar mesmo que tudo se baseia nas relaçoes afetivas quando na verdade tem tanta coisa pra se apreciar. As peculiaridades de repente são ampliadas e corriqueiras. Em um instante você se percebe em outro mundo alienado e cercado por uma pessoa só e não digo que isso é ruim, ao contrário, é tudo tão maravilhoso. Entretanto a gente esquece que temos instintos, que somos animais selvagens, livres e burros e que a evolução na verdade não aconteceu e ainda somos primitivos. Tão primitivos ao ponto de supervalorizar expectativas e deixar de lado as consequências. Tão primitivos ao ponto de sentirmos e demonstrarmos, sofrendo e amando. A verdade é que nesse peito bate calado uma vontade de você tão forte e tão sincera. E adivinha, descobri que também sou primitivo, mas que talvez ainda não saiba amar. É questão de acreditar e sentir, ambos abomináveis demais pra fragilidade das cicatrizes que carrego.
"Eu sei que é complicado amar tão devagarinho e eu também tenho tanto medo. Eu sei que o tempo anda difícil e a vida tropeçando, mas se a gente vai juntinho, vai bem (...) E eu me pergunto o que é que eu sou, vai ver eu não sou mesmo nada. E eu me pergunto o que é que eu fiz, vai ver eu não fiz mesmo nada. Eu penso tanto em desistir, mas afinal, não ganhei nada (...) Vê se olha direitinho pro nosso amor".
"Eu sei que é complicado amar tão devagarinho e eu também tenho tanto medo. Eu sei que o tempo anda difícil e a vida tropeçando, mas se a gente vai juntinho, vai bem (...) E eu me pergunto o que é que eu sou, vai ver eu não sou mesmo nada. E eu me pergunto o que é que eu fiz, vai ver eu não fiz mesmo nada. Eu penso tanto em desistir, mas afinal, não ganhei nada (...) Vê se olha direitinho pro nosso amor".
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Devaneio sobre um veraneio
Ela é o mistério que eu tento desvendar. Bizarro o jeito como as coisas simplesmente acontecem, a tinha por perto sem ao menos saber seu nome. Eu a tive e o momento pareceu eterno apesar da súbita e interrupta intromissão descontente da fila de espera que se formou naquela noite. Ela precisa saber que eu queria aquele momento de volta, que eu queria uma chance sóbrea de fazer isso de novo, mas toda vez que eu tento existe uma barreira de ambos os lados. Acredito que seu lado seja o mais resistente nesse momento, aliás, eu diria que persistente se encaixa melhor como descrição. A verdade é que nada sei sobre tua vida e nada insisto em saber e isso faz de mim alguém que simplesmente não se interessa e me desculpe se não consigo demonstrar algum interesse, é que teus olhos me cortam, dilaceram minhas chances inexistentes. Você se fecha e arranja de todos os meios para me deixar de fora, mas acontece que eu não sou do tipo que insiste e força para manter as coisas no eixo. Eu não forço a barra e as vezes dou a entender que sou egoísta, orgulhosa demais para simplesmente lhe responder uma questão inocente solta em um mecanismo instantâneo de conversa. E talvez eu seja mesmo, mas ei, me desculpa se isso te põe em uma situação desconfortável. Eu contigo já não tenho mais intenções, devias saber que a única coisa que quero é conhecer e te entender, saber quem diabos é você.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Hey
Ei, eu gosto de você. Eu gosto tanto que te odeio. Eu queria poder dizer isso pra você, mas tenho medo de estragar as coisas, eu tenho medo de perde-lo por isso, eu tenho medo de ter sido apenas um desejo e acabar sacrificando toda uma amizade em potencial por isso, um desejo. Eu tenho pavor de ser óbvia demais, mas é inevitável. Eu não consigo não pensar em você e rir do nada ao lembrar da sua constante estupidez. Eu não consigo não nos imaginar juntos, não consigo não imaginar que exista algo por trás de suas palavras, mas eu estou presa. Eu não consigo falar disso com você, eu não quero significados demais, não quero rótulo, por mim basta estar ao teu lado. É difícil falar disso com alguém, eu acabo por dizer a minha versão dos fatos, e acabo por sem querer talvez manipular os fatos de acordo com o que sinto. Preciso de uma opinião imparcial, uma visão de fora, ou então mesmo o seu atrevimento em vir me dizer que nunca sentiu uma coisa estranha quando estamos perto, uma química mal elaborada e mal ministrada. Nos atrapalhamos um perto do outro, interpretamos papeis com descasos infiéis, assim penso, do script original. E ao mesmo tempo que eu sinto tudo isso eu te odeio, eu me sufoco, eu me atrapalho ao ponto de voltar a realidade em menos de um segundo e simplesmente te ignorar por completo e ignorar toda e qualquer possível emoção que eu venha a sentir. É um bloqueio. Acabo por te ignorar, por fazer você ter que vir a mim e eu sei que uma hora você vai cansar. Mas olha meu bem, se você me perguntar o momento que mais me senti bem ao teu lado, eu não irei responder sobre o dia que você quis me agradar de qualquer maneira, direi da primeira vez que eu enxerguei a situação com estes olhos mentirosos. O dia que habitamos o mesmo curto espaço físico. Tão próximos, porém ao mesmo tempo tão distantes. Mas o que de fato me traz de volta à realidade é justamente estes pensamentos de minha mente manipular os fatos para que eu enxergue apenas o que quero. Mas é engraçado como as coisas são, ao teu lado me sinto segura, mas não sinto sempre cega. Eu vejo os teus defeitos, e são estes exatos defeitos que me fazem enjoar de você ou ter uma overdose repentina. Mas ai é que está a redundância do acaso, eu me sinto enjoada, mas passado um tempo eu sinto uma saudade esquisita, a sensação de que estou esquecendo de algo e fica difícil te evitar. De toda forma quero que saiba que venho mentindo, não só pra ti, menti pra mim também porque eu achava que estava sendo sincera. A questão é que eu te odeio. Odeio o jeito como tenta me provocar e acaba conseguindo, o jeito que me irrita com a sua simples presença, o jeito que me olha quando quer algo, o gênero carente que interpreta ao meu lado e o jeito frio que assume, virtualmente, perto de mim. Odeio aquele abraço que insiste em me dar, mesmo que a força. Odeio a risada inconstante e a indecisão sobre a vida amorosa! Odeio a falta de atitude e a agitação. Odeio o jeito que se considera, se exalta e se define. Odeio passar perto de você, odeio olhar em seus olhos, odeio o jeito como sou perto de você e odeio mais ainda o jeito que não sou. Odeio os pensamentos constantes que tenho sobre você e a forma como sou capaz de amar odia-lo. Acho que no mais é isso: eu odeio mesmo é amar te odiar. E já perdi a conta de quantas vezes eu disse que ia desistir. É que tudo muda perto de você! Mas dessa vez é pra valer, eu te disse ontem, algumas coisas cansam.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Sumiço
Estive pensando em sumir mais uma vez e desaparecer. Está difícil manter estes resquícios teus aqui dentro de mim, eles fazem-me titubear a cada decisão que penso ser correta e eu acabo por aceitar o contrário e fazer o contrário mais ainda. Eu queria poder dizer que correspondo a alguma expectativa, eu queria poder confirmar que sim, ela está certa e eu a amo. Mas eu não consigo, talvez eu exagere no ódio, mas talvez seja mesmo o que eu sinto. Estou decidida a sumir mais uma vez, alô, desligar o celular, ir viajar pro meio do nada e ficar sozinha com os meus pensamentos! Ando amadurecendo rápido demais e esqueci que a imaturidade sentimental as vezes é importante. As vezes é necessário ser um pouco boba e se deixar levar por alguém, mesmo que você saiba que não irá durar. Ando me poupando, ando me guardando, ando desistindo de procurar em você o que você pensa que achou em mim. Ando cansada de querer-te longe, ando mais cansada ainda de desejar-te por perto, ando por fim enjoada de você e de tudo ao redor. Já faz um tempo que quero mais do que eu tenho, que eu preciso ter mais do que o que tenho. Acabei de reparar que sempre começo os meus pensamentos textuais me referindo a você em terceira pessoa e no final já estou falando na segunda pessoa. Bom mesmo era se eu conseguisse falar direto sem intervenção nenhuma do meu cérebro.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Oh Captain
Eu estive pensando sobre ela, sobre como deve ser o beijo dela ou o quão bom deve ser estar entre seus braços. Eu estive pensando sobre me doar, sobre me dar um chance, sobre viver além das expectativas e sobre excluir preceitos e me deixar levar. Estive pensando sobre me apaixonar, sobre deixa-la entrar na minha vida tão minha. Me passa pela cabeça esse seu sorriso, me passa pela cabeça a nossa junção! Eu acordo e vejo uma mensagem sua no meu celular e eu fico imaginando as coisas. Fico pensando, querendo desvendar um mundo por trás de suas músicas preferidas e posts românticos no facebook. Fico te olhando de longe, observando, tentado te trazer mais pra perto através de meus pensamentos! Eu tenho sonhado contigo, eu tenho imaginado cenas e seus trejeitos, tenho imaginado se na hora tudo se encaixaria ou se oporia. Quero dançar com ela, quero sair pela rua de madrugada protegendo-a do frio, quero ir ao cinema e perder partes do filme, quero dar as mãos e talvez acorrentar a alma, quero me jogar, quero apenas não me preocupar com o que vai dar, quero ter um momento único, quero fazer esforços por ela, quero saber mais sobre a vida dela, quero desentende-la e ao mesmo tempo provar que ela está certa sobre seu ponto de vista. Quero momentos, quero vida, quero novas oportunidades de viver a vida de um ângulo diferente. Não quero comodismo, quero aventura e paixão! Quero beijo com gelo, com halls, quero vida. Cansei da história de me prender firmemente e não ter a coragem de levar a diante. Oh captain my captain, eu quero liberdade, eu quero aproveitar sem me preocupar. Quero com ela me aventurar, eu quero esse amor de primavera pra chamar de verão.
domingo, 30 de outubro de 2011
04:04 am - Desencontros
Não sei por que eu insisto em acreditar nestes olhos imaculados de paixão. Olhos árduos, famintos e sedentos que nada querem alem de pouca palpitação. Eu hoje me sinto forte, aguento tudo que me jogas, aguento toda dor, mas aguento calada, não vou dizer em hipótese alguma, não vou admitir nem que me julgues com estes olhos, jamais direi que dei-lhe a mão por outros motivos. Hoje, nesse momento, me sinto perplexa! Olho-te aos prantos como quem olha a agonia de quem sofre desesperado, olho-te com desejo reprimido e calado. Eu nesse momento dou risada, dou risada da desgraça de não ter-lhe. Dou risada da pouca ironia do tão destemido destino, dou risada do momento, da lerdesa e insensatez, dou risada da sua carência! Vejo essa verdade como vontade reprimida, mas saiba que a partir de agora eu lhe trato com todo amor que jamais pude sentir, com todo amor que eu não nutri e nunca hei de ter por ti. Hoje lhe trato como alguém que realmente faça parte da minha vida de forma significante. Venha, me trate como alguém que lhe tratarei como alguma pessoa. Eu tenho tudo que eu quero, eu realmente tenho! E agora depois de mais o menos duas horas de conversação tudo parece ter ficado mais claro! VOCÊ É UM MIMO! Eu querer ficar com você é apenas uma vontade que você não satisfaz e por isso eu ainda a conservo, ou conservava. Mas você vai ver, hoje eu falei, falei de tudo e todos os anos, falei de todos os sentimentos, eu me abri e não foi pra qualquer um. Consigo ver tudo de uma maneira diferente, sinto o seu cheiro em mim e não sinto exatamente nada que eu sentia como antes e olha, eu cansei, cansei de você, cansei de ter que falar que não! Sim, eu já te quis, mas não digo porque jamais te darei moral, você merece tomar na cara, merece aprender que nem todo mundo te quer da forma que você imagina. Respeito toda a sua auto-confiança, assim como eu respeito a minha, mas nem todo mundo te quer e nesse momento eu te quero, mas te quero LONGE, não por ter-me negado, mas por achar que o mundo se rende aos desejos teus. Hoje eu me sinto livre e defenderia qualquer coisa por saber que o desejo se foi! Mas o pensamento atordoa: eu menti e ele também pode ter mentido. E ao mesmo tempo eu acho que defenderia tudo, me jogaria sem sentir dor alguma, eu defenderia qualquer coisa para esquecer que eu falei abertamente sobre meus sentimentos.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Devaneio
Faz frio aqui, mas eu não consigo saber de onde vem, talvez seja do coração, talvez ele de fato tenha petrificado, talvez eu esteja congelando aos poucos sem saber, mas eu queria que você soubesse que pensando em você eu me mantenho aquecida, eu me mantenho focada e obstinada a continuar mesmo sem você. Você se foi e me deixou a saudade, essa que me dói no peito e que lateja na alma. Minha querida, sabes que tu sempre serás aquela a quem dedico meus chamegos, não sabes? Eu estava acostumada a ser teu porto seguro, acho que ainda não me acostumei com a ideia de não poder mais ajuda-la e ve-lâ sofrer assim é tão ruim, ter que abraça-la apenas assim num espaço de uma rima, isso me instiga a querer me manter afastada. Sabe todas essas vezes que me afastei? Todas essas vezes que fugi sem dar notícias? Tudo por causa desse aperto latente, essa felicidade descontente de te ver sem poder te ter. Ei minha querida, os meus olhos ainda lembram de ti, os meus lábios ainda sorriem involuntariamente a cada lembrança dessas e meu coração ainda bate descompassado quando escuto notícias sobre você. Ei pequena, eu te amo tanto que duvido desse amor e o julgo falso e descontente e desisto toda vez que chego perto de reconquistá-la. Eu te afasto porque não suporto a idéia de tê-la por perto sem morrer de felicidade. Mas ei, eu não te cobro nada, estejas ciente que me aproximo sem nenhuma intenção, sem nenhuma expectativa, as deixei pelo caminho longo que percorri, as deixei no exato momento que soube que tuas mãos não mais encontrariam as minhas e os espaços por entre os meus dedos não seriam mais preenchidos pelos teus delicados dedos minha menina. Hoje eu te amo com um pouco mais de paixão que ontem, hoje eu lhe anseio com menos vontade, hoje eu deixo mais uma parte de você esvair-se por entre toda a fumaça que dissipa de um cigarro. Mas pequena, lembre-se que o meu afeto por ti é de forma desnaturada e é terno! É especial tudo isso que eu não consigo explicar numa conformidade linear, e é teu. Sempre será teu todo esse desconcertante devaneio.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
A verdade pelo avesso
(pensamentos entre parenteses)
(-Oi, tudo bem? muito formal.
-Hey, eai como ta? muito forçado.
-Hey, como você está? muito igual ao outro.
-Oi, está bem? acho que está simples demais, preciso parecer mais interessado.
-Socorro, lá vem ela e agora?)
Você passa de longe e eu sufoco por um segundo e eu entro em pânico e passo ao seu lado e ignoro, sem perceber, como se você não fosse ninguém, como se fosse só mais alguém, mas você não entende, eu sufoco de desejo de lhe proferir intermináveis conversas e a toda hora tento lhe chamar atenção, será que você não vê ou será que eu é que preciso me expressar de outra forma mais aberta e clara?
- Er, oi, e ai, bão? (droga, estraguei tudo)
- bem
- E ai, o que tem feito? (Como assim o que você tem feito, que tipo de pergunta idiota foi essa? Quero saber como anda os problemas, se precisa de algo ou de alguma ajuda, se tem acompanhado os filmes e seriados que eu comento ou se tem planos pra quando serão realizados os nossos planos)
- Nada de mais e você?
- Ah, o mesmo! (Ah, ótimo, agora sou entendiante, não faço nada de mais! Por que eu não digo que eu penso nela todos os dias, mas ela vai me achar bobo, eita e agora, o que eu falo, cara ela está cheirosa e esse sorriso da onde surgiu? Será que ela andou malhando, as pernas parecem mais definidas que da última vez, ta o que eu tava falando mesmo? ah, meu amigo ali, vou ir dar um oi)
---------------------------------------------
(Por que eu virei as costas assim do nada? Ela vai pensar que eu não me importo, porra, como eu falo que ela é tudo que no momento me deixa mais feliz? Vou voltar, agora vai)
- E ai, voltei, nossa tava te olhando de longe e você é lerda demais e tem uma risada esquisita, mas acho você de boa. (É só um pouco e na verdade esse é um charme seu e essa risada que acompanha grande parte das palavras proferidas e você é muito de boa, mas não sai isso agora da minha boca)
- Credo, e ai, vamos sair no sábado então? E aquelas coisas que iamos fazer, ainda de pé? Ah, eu estava com saudades, vem ca e me da um abraço.
- Vou ver, está sim. Sem abraços, que melação é essa. (Como assim vou ver, é claro que vamos sair no sábado e sim tudo está de pé e mais óbvio ainda é o abraço, é claro que te dou um abraço, dou quantos quiser, quanto mais perto de você mais é a chance de esquecer que tem um mundo todo esperando que eu saia do conforto destes braços).
- Sempre me tirando.
- Ah, é a vida. (Que vida o caralho, me desculpa, eu não sei o que acontece quando eu chego perto de você, mas sai tudo ao contrário e eu pra falar a verdade nem sei como ainda consigo manter o ritmo da respiração e desviar tanto o olhar porque você fica linda sob esse angulo e tantos outros e apesar de as vezes estar meio acabada você me cativa de um jeito meio único).
- Então, eu vou ir ali, tenho umas coisas para fazer, te vejo por ai.
- Tá, tchau. (Tchau? TCHAU? Que isso? Quem diabos fala tchau pra uma "paixão em potencial"? Você é burro ou o que? Fica, fica ai e vamos conversar, eu tenho visto uns filmes legais que eu queria compartilhar, eles são maneiros e tem uns seriados que estão fodas demais e também tem umas coisas que eu queria sua ajuda e vamos marcar algo depois, e ah eu queria te passar depois um mix de umas músicas ai que eu curto, depois me passa umas que você curte... Só não vai, fica ai porque até o silêncio compartilhado contigo é diferente).
E a cada passo mais longe de mim é um passo a mais pra eu perder algo que supostamente eu já tenha conseguido. Eu não ligo, eu não me importo, você não tem nada a ver, não tem atitude, é defeito demais, não combina comigo, não tem o corpo certo, ah seu discurso sobre relacionamento não me agrada, mas ao mesmo tempo seu sorriso é o mais lindo, sua companhia é a mais confortante e o olhar, ah são arrebatadores olhos de cigana oblíqua e dissimulada prestes a me dominar. Ah, já te disse que eu adoro a forma como pronuncia meu nome? A forma como fica repetindo-o como se não tivesse mais nada pra fazer, e de fato não tem, a forma como te deixo aparentemente nervosa, são essas peculiaridades que me instigam. O problema de todo esse avesso é que me lendo sempre assim descompassado eu não tenho um jeito certo nem tampouco errado de te dizer calado de todo esse amor neutralizado, sim porque amor é emoção e essa emoção, esses efeitos colaterais você com certeza provoca em mim embora eu consiga disfarçar tão bem ao ponto de me enganar.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Dias remotos, saudade incomensurável
Dias que a saudade incomoda,
Que bate no fundo do peito e na alma chora.
Dias que temos dias assim como dias assim
Cercados de mim e de ti.
Dias que por fim eu tenho um fim
Dotado de saudades sem fim, enfim,
Aqui bate uma saudade,
Saudade de tempos remotos e distantes
Quando a preocupação era mínima
E a amizade era primordial.
Saudade de ti, saudade de mim,
Saudade de dias que te tive em mim.
E hoje vejo o que hoje já não quero mais ver,
Que tenho saudade.
Até concordo com todo aquele blablabla
Que só se tem saudades do que valeu a pena,
Mas olha, preferia ter meus momentos de volta
Do que essa certeza de ter valido a pena.
Preferiria ter os meus amigos, as brincadeiras, as despreocupações e amores de antes. Nesses dias remotos a saudade aperta até ficar incomensurável demais pra um começo de terça-feira qualquer. E por fim, são dias assim que sinto saudade de mim.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Text Message
"Near to you, i'm healing but it's taking so long. It's hard to move on".
Even when these days has gone. I need say. Almost a year and I really don't care what they or you think, it's obviously, i'm still "loving" you even with this distance and all troubles and I know, someday you'll find someone or maybe you have someone, but for me you are the only one. I can take all these girls, I can say all this crap, that I love someone and I have someone, and I'm better than fine, but is you who I want. You need to know, is you. In all this crap, is you. I NEED FOUND SOME PEACE. A piece of me is broken, without concert, I mean, is pass, I mean, what I'm speaking or singing? I want say this on your face, I need feel your breathing on me and your fingers, YOUR HUG. It's complicated, damn I supose say this for you and no in a song. I CAN'T HIDE, IT'S MUCH TO ME! Much feelings to hide, and well, I know, you have a life that you can't put behind but someday you will need view that is not the end of the world and when your family knew the truth will be the best thing. I really feel that i could love you for a long, not forever cause you know me, i don't believe, but for a good long time. I 'm here, pass almost one year and i'm still here, trying say this in your face, without word in a song, in a messenger or text messages.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Procura-se
Eu quero alguém que me chame para ir ao cinema, ao teatro ou até mesmo me convide para ficar em casa e ver algum filme ao invés de me chamar para festas fodas e drinks maravilhosos. Alguém que note os pequenos detalhes, que não esteja de ressaca no dia seguinte ou que aprecie boa música sem ter que se dedicar totalmente ao estilo. Alguém que queira estar certo na maioria das vezes ou falar coisas legais o tempo todo, mas que no fundo saiba que apenas 40% do que diz é verdade e não esconda este fato. Essa pessoa pode vir acompanhada de um sorriso, não precisa ser perfeito nem brancos demais, apenas que demonstre felicidade espontânea. Alguém que tenha abraços confortáveis para horas difíceis e que me encha o saco com os problemas dela, mas que respeite os meus momentos "autistas". Alguém legal, que saiba socializar e também goste de uma boa festa, mas que saiba valorizar o companheirismo ao invés de status ou coisas do tipo. Essa pessoa pode estar jogada em um canto de uma quitinete ou numa mansão, eu não ligo, porém que tenha senso e modestia e leve a vida a sério o suficiente para saber ser responsável sempre que precisar. Eu quero e acima do querer eu preciso de alguém que não julgue tanto, mas que cobre o suficiente para que eu saiba que estou sendo o melhor que eu posso ser. Quero alguém que me dê broncas de vez em quando e me mande dormir cedo, porque dormir tarde vai me prejudicar no dia seguinte. Alguém sem pretensão, sem paixão demais, sem romances exarcebados ou "platonicidade" demais, alguém realista, mas que saiba ser sensível no momento certo. Eu não faço destinção de sexo, até porque não exijo uma pretensão específica. Pode ser um(a) amigo(a), um(a) namorado(a), um(a) cunhado(a) ou até mesmo o/a porteiro(a) do meu prédio, eu não ligo. Alguém que compartilhe as idiotices da vida, que não leve tudo a sério demais e não ache situações "desconfortáveis" tensas porque afinal a convivência supera o desconfortável. Que seja responsável mas menos preocupado com as coisas. Que tenha o seu lado e não aceite mudá-lo facilmente e que mantenha os segredos que achar que deve manter, mas que deixe o lado bom prevalecer nas atitudes. Como eu disse, alguem que sorria, mas que chore também e peça por proteção em algum momento, que me faça sentir útil ou inútil, mas me faça sentir algo. Alguém por quem todos olham, mas pouco saibam o que realmente se passa atrás das máscaras. Alguém que me ofereça um chocolate quente ao invés de um copo de cerveja, ou um pirulito ao invés de um cigarro ou até mesmo balas ao invés de drogas. Alguém consciente, mas que saiba que o tempo de ser inconsciente é agora e deixe passar algumas coisas. Quero aquele(a) que valorize o passado, presente e futuro e me traga ao presente sempre que eu me prender a algum tempo diferente. Alguém que eu saiba que não vou ter todos os momentos da minha vida, mas que nos mais bobos ele(a) esteja lá. Alguém que saiba que o sempre tem prazo e que o amor são apenas quatro letras e que o signicado dos sentimentos não são iguais para todos os casos então não os rotule. Quero alguém com algumas dessas características e que esses não sejam familiares e que de preferência não se encaixem na mesma situação do eu lírico.
sábado, 2 de julho de 2011
Romeu e Julieta
Certa vez conheci um cara, idiota e apaixonado por sinal, e ele soava bobo a cada palavra que dizia. Sempre com suas músicas próprias, cantando por ai, fazendo serenatas para quem quisesse ver, quem quisesse ouvir. A cada encontro aleatório pela rua esse cara dizia "Eu e você, que tal?", meio sem pretensão nenhuma de chegar realmente a algum lugar, talvez esperando assim encontrar a sua Julieta. E de fato ele havia encontrado! Nem alta, nem baixa, bonita, doce, extressada, cabelos médios e castanhos, sorriso delicado e bonito, e olhos arrebatadores e confusos. Mas um porém, ela tinha alguém e esse cara, Romeu, insistia em lhe fazer serenatas aleatórias. Ele tentou, conseguio, jogou dados de jogos de sorte, mas não contava com o porém de perder seu coração num jogo que parecia ter tudo para dar certo. Talvez tenha sido apenas a hora errada, talvez a canção do filme que ele viu não tenha sido a certa para cantar naquela noite ou então fosse simplesmente a hora errada. Era um sonhador, eterno sonhador, andando por ruas turvas, sujas e malvadas. Mas dentre toda a podridão de ruas vergonhosas existia sempre um sonho, esse sonho que não era dele, eram de todos, talvez de Julieta. Ele apenas sonhava, por ele e por ela. E o engraçado é perceber que esse jogo de cartas de copas não passava de um acordo, Romeu era apenas um acordo, foi apenas aquele que ela achou enquanto se recuperava de ter perdido seu outro alguém. E ele dizia, gritava que a amava como as estrelas no céu, e amaria até morrer e que sempre existirá um lugar só para eles, mas ele é tolo, não consegue fazer uma canção de amor direito, sem ser clichê.Tudo o que ele fazia era sentir falta de Julieta e o jeito que costumavam ser, mantinha o ritmo e as más companhias e a beijava pelas barras de uma rima clichê. E um Romeu apaixonado cantava serenatas para a rua, acalmando todo mundo com uma canção de amor que ele fez. Encontrando uma luz conveniente, saindo da sombra e dizendo algo como "Eu e você querida, o que você acha?". Atordoado e apaixonado Romeu.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Getting Over
Você já se prendeu tanto em um sorriso ao ponto de não conseguir recomeçar após o sorriso se fechar para você? Já tentou evitar a pessoa que mais aparece no seu pensamento? Já ficou tão confuso ao ponto de querer desistir de tudo isso e mandar essa pessoa se fuder? Poisé, são os passos para pensar em recomeçar. Talvez os mais difíceis e que ninguém tenha vontade de encarar. O esquisito é pensar em estar com alguém tendo tantos problemas seus para resolver. O problema é que não sei , não tenho a mínima idéia de como proceder para recomeçar, e olha que eu venho tentando a pelo menos dez meses, longos meses a propósito. E enquanto estou com quem eu acredito amar, o que diga-se de passagem soa muito hipócrita da minha parte, o pensamento voa à um lugar que eu não faço a menor idéia de onde seja, mas tenho certeza que nenhum desses pensamentos passam pelo amor atual. Eu posso escutar todas as músicas possíveis, e passar madrugadas ouvindo The Killers e cantando pro vizinho "you and me baby, how about it?", que eu não vou seguir me livrar disso, isso que eu penso ser algum sentimento sem nexo e futuro. Eu não consigo entender por que essa vontade de pronunciar tanto o teu nome em conversas que não tem nada a ver com você e com amigos que nem lhe conhecem. Essa coisa involuntária de te chamar em pensamentos e achando que você um dia vai conseguir ler esses supostos pensamentos que não consigo lhe dizer. Eu te evito, evito em pensamentos e a medida que posso evito a pronuncia desse seu maldito nome, mas é involuntário, essa coisa, esse sentimento é subconsciente. Burro né esse meu subconsciente. Preciso de um grilo falante igual o do Pinóquio. Você pode dizer o que quiser, esse subconsciente é persistente, mesmo eu dizendo não.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
SOS, sós.
O último trago do cigarro é como ver o pôr do sol sozinho: quente, extasiante, mas numa súbita sinestesia tudo se torna tão contraditório, um paradoxo tão frio como a solidão que nos assola, gélido demais, a gente morde o beiço por não saber mais o que fazer, rangendo os dentes para enfim surgir aquele sorriso de lado, amarelo, meio sem jeito como uma voz dissonante desafinando toda a canção que a gente se esforça pra fazer com o ardor de uma boa companhia. No entanto, a gente cai na real e se toca que só uma pessoa é capaz de nos manter aquecido e, quando essa está longe, é pungente pensar que estamos sós. Tolos são os que pensam que a saudade serve para transformar qualquer coisa numa perfeição total. Eu prefiro infinitas vezes sofrer toda essa agonia com meu amor ao lado, pelo menos eu teria um ombro pra me apoiar e, agradecida, chorar até perceber o que realmente me faz bem.
Arritmia cardíaca cerebral
Com algumas palavras venho a ti de maneira sutil e totalmente despercebida. Anseio não querer causar tanto espanto e desconforto e climas tensos, anseio estar em paz e com seu sorriso e isso as vezes soa errado, quer dizer, muita gente julga e isso acaba pertubando o meu senso, meu juízo. E nessas horas eu lembro dos momentos, pequenos momentos que tivemos, como aquele dia em que fugimos pra longe dos olhares, buscando um pouco de desejo privado... Ou então o dia em que me refugiei em teu abraço e se afastou de repente pensando ter visto alguém que entenderia mal a cena. Fora as outras tantas vezes em que os abraços completavam o meu dia e os sorriso completavam a minha memória, hoje sobrevivente de uma guerra de sentimentos e confusões adolescentes. Essa memória que perdi junto com você e recuperei com o tempo junto com o desejo de me reerguer e mudar. Eu te vejo de longe, tão longe que meu coração não pode senti-lá, tão longe que meus braços não podem toca-lá, tão longe que o único jeito de conseguir você mais perto é sonhando. Engraçado! Não sei exatamente o que, mas é engraçado, toda a situação; Como todos dizem que é bobeira essa distancia toda e que é errado e não devia ser assim. Eu pensava assim nos primeiros meses longe, hoje eu já não sei. Não sei se seria melhor ao teu lado, não sei se conseguiria ter evoluido tanto se isso não tivesse acontecido. Entenda, tenho medo de voltar ao tempo sombrio cujo meu eu era obscuro e perdido mesmo tendo encontrado você. E mais uma vez estamos longe, distantes e fora do eixo. Nos trilham caminhos, você sabia disso? As pessoas realmente me dizem que eu a amo e é bobeira estar tão longe, mas acho isso engraçado. São palavras na minha boca, esse amor que na verdade implantaram na minha cabeça, essa fixação, maldita fixação! Tenho medo de sentir sua falta apenas por essa fixação implantada e por outro lado tenho medo de sentir sua falta porque talvez eu ainda sinta algo. E cada palavra sua se torna uma incógnita, tento achar um outro lado, tento encontrar alguma esperança através de palavras jogadas em uma conversa de msn qualquer. Me convenço que eu apenas quero a amizade, e que era tudo que me fazia falta, mas no calar da noite eu me lembro do abraço que não tive, ou a tirada que não tive, ou o sorriso bobo e as piadas que não estiveram presente e é nesse momento que eu paro pra pensar na esperança e procuro louca por um segundo sentido de teus comprimentos e palavras. No fundo eu sei que você precisa de alguem que te queira e eu te quero. Só falta você aceitar isso ou então o palpitar que sinto do lado esquerdo do peito esteja de fato enganado e não passa de uma arritmia qualquer.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Você Foi
Alguém por quem eu me contive nos momentos que eu deveria ter sido mais presente, alguém por quem eu realmente gostaria de ter lutado, mas que não era o momento certo nem você parecia ser a pessoa certa, naquele momento, pra mim. Você foi bonita, meiga, sincera, despretenciosa e gentil nos mais variados dias que recusei a me doar! Foi talvez a mais doce e inocente dentre as que passaram por mim até hoje, a mais meiga, a mais compreensiva e que só precisava de um ombro para se apoiar e que infelizmente achou o meu no momento errado. Eu fui gananciosa, pretensiosa, foi anseio demais para poucos sentimentos. Fui exagerada, simplista, egoísta e eu simplesmente não liguei pro que você queria de mim e talvez por isso me enganei ao pensar que fosse passageiro! Eu sumi sem mais nem menos, desapareci e reapareci com outra pessoa tatuada em meu peito. Canalha, infantil, ganânciosa, pode dizer, eu sei que eu fui! Mas por mais que eu admita que fiz isso tudo, tenho que admitir também que foi um erro inocente e de uma pessoa desacostumada a ter sentimentos e que quando o achou foi obrigada a largar de tudo para correr atrás de outra pessoa e a largar-te imaturamente. Eu sei que todos dizem que damos valor quando perdemos e talvez seja verdade, mas talvez eu só esteja sentindo falta nesse momento por todos me falarem tanto de você a todo instante, isso me instiga. Istiga a saudade adormecida! Mas tenho que ser franca, aquela garota meiga, bonita, gentil e preocupada comigo se afogou num copo de vodka barata e evaporou com a fumaça de um malboro qualquer! Perdeu o porte com uma tesoura de um salão qualquer e entre todos esses qualqueres você perdeu a sua essência. Mascarou o que realmente é para dar lugar a alguém influenciável e desapegada numa tentativa de obter, talvez, reconhecimento. Você foi aquela que mais me arrependi de ter deixado ao léu, aquela que mais despertei sentimentos aleatórios e é hoje a pessoa que mais me repele com atitudes desnecessárias. Vejo em você meu fantasma passado, aquele mesmo por quem você se apaixonou e imagino que por não ter aquele fantasma você decidiu ser o mesmo! Hoje eu sou quem no momento eu quero ser e sem rótulos, sem exageros e declinios instantâneos! Sou talvez o que você era! É, talvez tenhamos trocado os papeis dessa encenação, talvez seja isso ou talvez não! Eu assumo, sinto falta e mereço senti-la já que desperdicei o que você tinha para me dar. Mas eu apenas sinto falta do que fostes.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Defeitos
E cada solitário dia que passei entre teus braços, sonhando com o dia que iria poder olhá-la e dizer que finalmente a conquistei. E a cada vago olhar teu e olhos cheios de amor meu, a cada fala muda dita no silencio de teus desencantos, a cada passo em falso e receios acometidos pelo calor da emoção, cada dia ruim e cada lagrima desfeita, mesmo que tao poucas vezes sinceras, cada dia que negava ser minha me fez chegar ate aqui e, depois de tanto tempo, enxergar que a essência desse sentimentos por você esta justamente em teus defeitos mais singelos e grotescos.
You Give Me Something - James Morrison
http://www.youtube.com/watch?v=UZp6dhheriM
Assinar:
Postagens (Atom)