sexta-feira, 17 de setembro de 2010
O que julgo me ser digno, aceitar.
Destroçei minh'alma
A fim de alcançá-la
Me permiti ser teu
E largar-me no meio do nada
Me permiti como nunca
A verdade é que me rebaixo
E sou tão pobre diante de
Meras características triviais
A falsidade com que me
Entregas teus sentimentos
Atordoam-me o sono
O vento traz-me esperanças
De tão longe que chego
A duvidar de tua existência
Outrora clamei fervorosamene a ti
Hoje te peço um pouco de paz
Pobre alma atordoada
Gritando em silêncio
Acompanha-me a saudade,
Antes ela do que o vazio,
Entenda, não satisfaz-me
Mas eu aceito
Má Fé
A ti com lágrimas masturbadas
De rancor
Estado lastimável este que
Um dia, apenas um dia,
Pôde proporcionar a todo o resto.
Sinto-me novamente
Como uma criança ao
Descobrir que papai noel não existe.
Finjo-me de morta
Para que apenas
Deixe-me em paz
Quem planta, colhe
Quem ama se encanta
E quem se fode, meu amigo?
Sou eu.
Se assim não querem, eu volto.
O que me resta da moral
E respeito descabido
Me tiram as palavras
Me tiram os amores e amigos
E eu mesma renego meu seio familiar
Volto ao chão
Caída dentre o sorrisos
Que demonstro fragilizada
Sempre igual, de maneiras diferentes
Eu volto a recomeçar
Sem que me sobrem nem sorrisos falsos
Um tijolo, dois passos para trás
Um esquecimento e a eterna
Lembrança a me perturbar
Se julgas que minto
Julgue-se com o poder supremo
De me condenar de tua maneira.
As mãos permanecem geladas
O coraçao não sente mais nada
E eu me lembro como me sentia antes de tudo.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Aurora de minha infância
Sempre sonhando com o futuro, o dia mais inesquecível é aquele que passo brincando, e volto a esse tempo olhando nos teus olhos infantis. Quando volto no tempo e me deparo a brincar numa caixa de areia feliz como nunca, me exagero a bater em seu delicado corpo, e sem saber o que fazer chorei ao seu lado, simplesmente derrubada quando vi você me bater.
Fiquei triste e sozinha quando sua mãe levou você para “longe” de mim, mas pensei como criança e fui a sua procura, você deslocada e com medo do que eu faria puxou sua mãe para ir embora, cheguei perto e pedi perdão e como se não bastasse, beijei sua face rosada que de certa forma me fez “mal”.
Naquela tarde fria tomamos café com biscoito, nos divertimos brincando muito, e nossas mães nos olhavam estranho. No fim do dia me sentia mais triste, pois você ia embora pra outra cidade, e eu vi você lá fora, chorando dentro do carro com a mão no vidro e seu olhar longínquo.
Hoje em dia ao nos encontrar, um sorriso é descoberto onde sua beleza escondida na infância é revelada, mas não é tudo como antes, hoje a vida tem tempo e não temos o que conversar, pois somos muito ocupados, ocupados demais para brincar como na infância.
Permita-se
Há de ser só mais um louco qualquer
Trilhando caminhos por entre o mar de rosas
De teu jardim, mas são tantos espinhos dentre o
Caminho que prefiro eu, não me arriscar.
Determino meu sentimento a ti
De tal maneira, que só posso entregar-me
Se for a ti, lhe pertence.
Mas como vou me entregar sem
Me arriscar?
Posso eu brincar de sentir e simplesmente
Fingir que me entrego completamente?
Digo e reafirmo que é a ti, que me entrego
Sem receio algum.
Entrego-me, lanço-me, jogo-me
Por dentre os espinhos de tuas rosas
Buscando me ferir para dizer que valeu a pena
Seria tolice lançar-se ao léu simplesmente por se lançar
Seria tolice entregar-me tão vagamente.
No final permanecerei sempre aqui ao teu alcance
Esperando por uma chance de me machucar novamente
Se me machucar é a única forma de obter resquícios teus,
Estarei sempre sangrando, pois creio que tu sejas
Uma das melhores partes, nesse momento, de mim.
Permita-me tê-la novamente
Permita-me sentir teus braços a cerca de mim.
Somente deixe com o passado os seus fantasmas
E me permita reconstruir um presente digno de ti.
Me encontrei
Encontrei-me em você,
Me permiti vê-lo de outras formas,
Me deixei dominar por sentimentalismos baratos.
Veja-me aqui agora,
Sedenta pela vontade de tê-lo
Pela vontade de pertencê-lo.
Foi tão baixo o jeito que chegou a mim.
Me apresentou seus defeitos que de
Defeitos só enxerguei qualidades.
Apresentou-me o mundo, o meu mundo, numa
Versão vivida por você.
São tantas semelhanças.
Encontro-me em tuas palavras e
Em teus pensamentos, e cada vez mais
Me sinto digna de ti.
Mais uma noite sem você,
Mais um dia para esquecer.
Sinto-me distante lembrando
Tuas palavras, confessou sentimentos
Tão abertamente quanto me entreguei
A outra pessoa
E quando me entrego por segundos a ti
Esqueço do sentimento que nutri tão
Verdadeiramente por ele.
Mas quando você não se faz presente
Meus devaneios pertencem a ele que fez
De mim seu veraneio particular.
Rogo que permaneça ao meu lado,
Pois o que mais desejo é que fardos
Passados se tornem passado.
Encontro em ti a fuga para a realidade,
Me encontro em você.
Então o que faz você estar tão longe de mim agora?
Fique ao meu lado.
Sem Vontades
Abertamente ao sol declarei
Receios e fardos que afligem
lentamente meu desejo vital.
Declarei amores, redescobri senhores
E mesmo assim volto a ti como
Ponto de partida inicial.
Desejei que as coisas fossem mais fáceis,
Desejei que pudesse tê-la junto a mim,
Desejei meu Mundo de fantasia permanente.
Hoje já não mais desejo com a mesma vontade,
Hoje apenas passo pelo mundo assim como
Ele passa por mim.
Hoje resolvi me dar uma chance de viver sem ti.