Hey, oi, como você está? Tem acompanhado as notícias ou preciso te ligar para colocar o papo em dia? Tenho te visto por ai, andando como dona do mundo, como don juan'a'. Fico pensando se você sente tanta falta de ti, como eu sinto. E de novo, tem visto as notícias? Me informaram sobre um possível transplante de coração, mas aqui estou, pensando que trocar um coração não vai mudar os fatos, apenas mudar a forma de bombear o sangue, talvez até melhore, mas é só. Preciso de um jeito, uma estratégia para driblar a minha memória, essa sim faz a realidade distorcer-se no inteiro instante que se parte junto com a última conversa inteira que tivemos. Você pode ainda não entender todo o esforço que fiz pra te manter longe, que aliás foi em vão, mas era justamente para evitar isso! Você fez as coisas terem sentido, você me provocou de tantas maneiras e me fez sentir vivo depois de tanto tempo no piloto automático. Você fez toda a dor sumir e de repente você se foi junto com ela. Eu não digo que estou sentindo tua falta, a probabilidade de demonstrar isso é pequena, mas eu sinto mesmo assim. Eu só não vou conversar com você como antes, eu estabeleci prioridades e resolvi seguir outros instintos e talvez por isso eu tenha regredido nos anos e me sinta como naquela primavera de um ano que eu prefiro não lembrar. Eu queria apenas te dar um último abraço.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Frequência AM
Nao tem solo e muito menos dedilhado
Que entone o mesmo tom da minha tristeza
É um toque de frustração e desapontamento
É esforço desnecessário para manter pontes fictícias e decisões impensadas
É um ritmo dissonante
Num mix de vários outros
Deixando o afinador sem saber qual escutar
Eu queria estar na mesma frequencia,
Mas hoje estou puro AM
Daqueles que no meio da estrada perdem o sinal
E na cidade ficam meio fracos e ruins de se escutar
Não volte como se existisse caminho de volta
Eu demorei, eu aguentei, eu topei com a cara na parede mais de duas vezes, eu desviei quando você vinha, eu corrompi os desejos, eu rasguei os papeis, eu escondi as palavras, eu deixei de pensar no seu sorriso, eu imaginei a vida com outra pessoa, eu corri atrás de mim, eu cresci, eu andei, eu continuei, eu acreditei, eu controlei todas as batidas do meu coração enquanto você estava por perto e ainda troquei minhas emoções e sorrisos por desespero e esse desespero por expressão nenhuma, pouca palavra e nenhum sentimento. E agora como se fosse a coisa mais banal do mundo você mete o bedelho na minha vida. Eu me mantive longe, se você não se controlar e não conseguir lidar com a minha felicidade eu sinceramente não sei o que pode acontecer.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Bate sem parar a pele e arrepia o coração que faz o cérebro se encher de borboletas e o estômago pensar desenfreado. Os olhos tremem, as maos piscam, a pele bambeia, as pernas suam e o olfato cala a medida que a boca percebe o perfume teu. E você ainda acredita quando os ouvidos pronunciam que te odeio!
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
De volta
Vou tirando a poeira e pedindo pra entrar de novo
Me pondo no meu lugar esperando poder voltar,
Esperando poder continuar
A porta aberta que ficou
Entre o receio e o desamor
Que nas palavras havia refúgio
E na aurora o esplendor
Sinto-me desolê,
Meio perdido
Meio sozinho
Sinto-me eu
De volta a madrugada
À labuta da palavra
E ao receio de escrever e ela ler
Me pondo no meu lugar esperando poder voltar,
Esperando poder continuar
A porta aberta que ficou
Entre o receio e o desamor
Que nas palavras havia refúgio
E na aurora o esplendor
Sinto-me desolê,
Meio perdido
Meio sozinho
Sinto-me eu
De volta a madrugada
À labuta da palavra
E ao receio de escrever e ela ler
terça-feira, 20 de março de 2012
Queria-te
Queria lhe ver com olhos de um desconhecido
Abstrair todos os afetos e preceitos
E simplesmente te ver como aquela
Com quem cruzei numa esquina dos corredores da faculdade
Queria lhe tocar com mãos menos puras
Porque o fato é que as mãos que lhe tocam
Te cultuam tanto ao ponto de se “virginarem”
Para cometer tal atrocidade
Queria lhe falar com uma voz menos inquieta
Talvez falar de forma mais dura e sensível
Trocar palavreados de desconhecidos
E apenas lhe pedir desculpas pelo atropelamento anterior
Desejo lhe ver com olhos resquiados
Ver-te com olhar sincero de quem não julga
De quem não pede nada em troca
Com toques mais suaves e poucos
E voz mais firme
Desejo-te cruelmente distante de mim
Cruelmente desconhecida pelos sentidos meus.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Papo Malandro
Esse papo malandro que escuto de lá
Defendendo com o coração o lado de cá,
Doce desejo, tão puro e tão meigo,
Que pulsa o segredo do que deixei passar.
Me use de um jeito, de outro não serve.
Eu vejo o que acontece,
Me calo em acalanto,
Porque o doce desejo de volta ao peito me faz recitar.
Recitar à noite que vi passar no balanço de um beijo,
No pulsar de um desejo e na rapidez de um piscar.
Ê, balança a roda, pesa a vida, o momento se passa e sobra a ferida.
Ferida do roubo do beijo que vi passar,
Ferida do olhar que cruzas com o outro antes deu chegar!
Ferida do abraço apertado que dei todo calado
Ao por fim desprender-te de mim.
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